segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Intersindical no seu elemento II

Caso a memória me não falhe, Carvalho da Silva sucedeu a José Luis Judas na direcção da Intersindical. Se, como Mário Soares me disse em 1977, Judas «era um interlocutor», os 25 anos de Carvalho da Silva vieram consolidar o papel da CGTP como central dos trabalhadores, e aperfeiçoaram o seu papel de racionalizador nas decisões sobre matérias laborais, e mesmo sociais lato senso. Os 25 anos de Carvalho da Silva também correspondem ao período de maior estabilidade da dimensão social do Estado, para além de terem acompanhado o fenómeno da integração na política europeia dentro da metodologia da concertação social e do diálogo, período agora agónico. De certa maneira Carvalho da Silva sai no fim de uma era nacional e internacional. Ele foi o garante de uma CGTP combativa e reivindicativa, mas pautada por critérios próprios de ordem e não violência.A sua sucessão merece ser analisada à parte.

Gosto